É lógico que eu não tenho capacidade pra falar do assunto. Não sou professor, não sou psicólogo, não sou escritor, não sou sociólogo. Mas como a Internet é 2.0, acho me no direito de falar. Bater em filhos não educa! E não sou eu que estou dizendo, é a ciência. Mesmo dizendo algumas besteiras, ela é a base pra tudo o que fazemos. Se não testarmos as coisas que usamos, como saberemos que funcionam? E assim acontece com a educação dos filhos. Temos que usar o método que causa o melhor resultado. E bater não gera resultado algum. Só traumas.
Vou falar aqui de uma pesquisa ampla, divulgada pela Folha de São Paulo, mas antes vou contar minha pesquisa. Eu fui criado na porrada. Apanhava por qualquer coisa. E levava pancada mesmo. Cabeça na parede, cabeça contra cabeça, cintada, varada, paulada, socos e outras coisas mais. Com isto aprendi que bater era educar. Mas quando tive filhos comecei a achar estranho este comportamento. Então comecei a pensar numa forma alternativa de educação. Aí fiz um teste. Parei de bater no meu filho e comecei a impor limites e conversar. Castigo, sem televisão, sem passeio, sem McDonald’s... Percebi que o resultado foi melhor que quando batia. Então conclui: Bater não educa.
Mas na verdade existe um pouco de hipocrisia de minha parte. Pois já bati em meu filho. Inclusive meu filho teve que tomar uma chineladas “corretivas” depois que eu entrei pra campanha do “Não Bata Eduque”. Mas confesso que na situação em que isto ocorreu, eu realmente perdi o controle da situação. Então perdido eu usei uma forma arcaica de educação. Mas prefiro a educação evoluída. Dá muito mais trabalho, mas o resultado é bem melhor. Podem dizer que está dando algum resultado devido eu já ter batido nele. Pois segundo alguns pensam, quanto mais a criança apanha, mais educada ela ficará quando crescer. Deve ter receita. Deve ter um limite de agressões que você nem precisará mais matricular seu filho na escola. Ficará educado apanhando.
Mas métodos alternativos são amplamente combatidos pelas pessoas em geral. Como por exemplo, se o seu filho está vendo televisão, te desobedece e você bate nele, ele volta a ver televisão e esquece que apanhou. Criança tem memória curta. Mas se você o coloca de castigo e o proíbe de ver televisão, ele vai lembrar disto por um bom tempo. Qual é mais lucrativo? Se duvida, faça o teste hoje mesmo com o seu filho. Pegue uma coisa que ele gosta muito e tira dele. Só devolva quando ele se comportar. Duvido que ele não vai te obedecer. Mas só isto não adianta. É preciso conversar e dar exemplos. Mas se você bate em toda a vizinhança, briga no trânsito, tem uma atitude agressiva em tudo, automaticamente o seu filho vai estar ligado a esta violência. Então você vai ser obrigado a bater nele também. O problema vai ser quando você brigar com o Anderson Silva...
Mas também é preciso ler muito sobre o assunto. Ouvir opinião de especialistas. Se você sempre educou o seu filho na pancada e de uma hora pra outra para de bater nele, você vai começar a se perder. Se você ler revistas e livros de como criar os seus filhos felizes, aprenderá várias formas de educar sem bater. Vai aprender a ter o controle da situação. Mas sei que é muito difícil. Temos que analisar o tipo de comportamento da criança. Analisar o meio em que ela vive. Pra então montar uma estrutura satisfatória de educação. Mas vamos a tal pesquisa.
Alguns dados da pesquisa assustam. As crianças que mais apanham são aquelas entre 2 e 5 anos. Acho um absurdo bater numa criança de 2 anos. Mas a maioria concorda que deve bater sim. Tem gente que bate em bebês de menos de 1 ano. E acham normal. Se você analisar o porquê deste dado assustador vai perceber que isto acontece porque elas (crianças de 2 a 5 anos) têm mais dificuldade de entendimento. Conforme vão crescendo, passam a entender melhor as coisas. Na adolescência as crianças apanham menos, pois já tem a cabeça mais evoluída. Mas uma coisa interessante que chama a atenção é que nesta época na vida das crianças é quando elas são mais rebeldes. Xingam os pais. Chegam em casa na hora que quer. Transam com quem quer. Curte seus bailes pelas noites. E arrumam filhos para os pais criarem. E aí, por que os pais não batem nos filhos pra eles não transarem? Há hipocrisia nisto aí.
Pessoas pensam que eu sou a favor desta Lei. Eu sou contra. Na verdade eu sou contra a maioria das Leis. Mas também sou contra bater em crianças. Se todos se respeitassem poderíamos viver num mundo quase anárquico. Mas todos os grupos minoritários querem leis pra si. Mas o curioso é que o grupo que não pode reivindicar nada é justamente o que tem o menor apoio a sua Lei. As crianças. O que mostra que toda lei criada é para beneficiar apenas um pequeno grupo.
Mas na pesquisa sobre a violência infantil no Brasil, o método preferido de castigo físico adotado pelos pais é a chinelada. Menos mal. E os métodos mais agressivos, como paulada, são os menos adotados. A minoria apanha todo dia. Mas quando somamos os percentuais, passam de 200%, o que significa que os pais têm um cardápio variado de agressões.
Outro dado interessante é que 32 países do mundo adotam lei que proíbe agressão contra crianças. E deste total, 21 ficam na Europa, continente de países desenvolvidos. Será que o Brasil regrediu ou evoluiu ao pensar em proteger as crianças?
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Fui! Um abraço!
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