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sábado, 22 de dezembro de 2012

PAI ESPANCA FILHO E VÍDEO CAI NA INTERNET



Eu sempre sou execrado quando faço postagens combatendo a violência infantil. Mas hoje eu me deparei com um vídeo de agressão publicado no Facebook que me deixou pensativo. Por que a violência contra os homossexuais vira notícia, revolta, protesto, prisões e etc, e a violência contra crianças não acontece nada? Se pararmos pra analisar, por mais indefesos que sejam os homossexuais, eles podem protestar, denunciar na polícia, fazer passeata, criar novas leis... E as crianças o que podem fazer? Muitas fogem de casa e se transformam em “menino de rua”, que é sinônimo de ladrão. Eu sou contra todo o tipo de violência, mas me revolta violência contra crianças. Por mais que dizem que está escrito na Bíblia, o livro mais sábio do mundo segundo alguns, eu não concordo que seja o melhor meio de educação... Deve haver algum outro meio! A violência contra homossexuais também me assusta, pois não tem nenhuma explicação lógica uma pessoa querer bater em outra simplesmente por sua opção sexual. No caso da violência contra as crianças o motivo seria a incapacidade de educar. Quando os pais se sentem incapazes de educar seus filhos eles partem pra violência. Eu já passei por isto! Já bati no meu filho. Nunca o espanquei! Mas ele já levou algumas palmadas. Mas eu acho errado. Não faço mais isto. 

A violência deveria ser erradicada. Todos acreditam em céu, paraíso, vida eterna... Será que lá os pais também baterão nos seus filhos? Se queremos o paraíso, seria interessante começar a nos preparar aqui. Extinguir a violência seria um grande passo. E este pai agressor das imagens do vídeo citado com certeza foi agredido quando criança. A chamada educação que sempre deu certo. Dizem que quanto mais bater, mais educado seu filho será. Absurdo! Absurdo! Absurdo!

Não quero falar mais nada. Vou apenas divulgar e protestar. Bem que o LGBT poderia incluir a letra C de criança em seus protestos, com certeza o apoio da mídia contra a violência infantil seria maior. Além de que o LGBT receberia apoio de outros grupos, pois existe a frase “melhor dois pais que nenhum” e “melhor duas mães que nenhuma”. Seria interessante combater este tipo de violência também. Seria um bom argumento para o fim do preconceito sobre a adoção de crianças por casais homoafetivos.

Fui! Um abraço!­­

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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

CASO DO HOMOSSEXUAL AGREDIDO: A MESMA HISTÓRIA DE SEMPRE



Ontem durante a madrugada eu tive a oportunidade de ver uma reportagem sobre uma escola em São Paulo onde crianças eram agredidas. Então hoje eu resolvi tentar encontrar mais informações sobre este caso que eu considero muito grave. Agressão contra crianças indefesas. Nesta busca eu acabei vendo a repercussão de outro caso de violência, agressão contra homossexual. Numa briga de trânsito entre 3 rapazes, um acabou levando a pior, sendo agredido covardemente pelos outros dois. Nada demais se o rapaz agredido não fosse homossexual. Seria apenas mais um caso de violência das grandes cidades.

Então passou pela minha cabeça o seguinte: Por que pode agredir crianças e não se pode agredir homossexual? O mais justo não seria ninguém ser agredido? Antes que você homossexual se enlouqueça de ódio eu vou explicar.

No caso da agressão ao homossexual, duas pessoas agrediram uma. Se esta pessoa agredida pelas outras duas não fosse homossexual, não teria problema nenhum. Então por que tanta repercussão deste caso e nada sobre a agressão contra as crianças? Certo dia repercutiu agressão a cachorros! Por que eu não consigo achar repercussão de agressão a crianças? Só quase no fim do dia consegui encontrar uma nota no G1 sobre o caso da escola em São Paulo. Enquanto o caso do homossexual está “bombando” no Facebook e Twitter. Todos querem a cabeça dos agressores. Até Jean Wyllys, o poeta do povo intelectual, se manifestou. Disse não ser um caso isolado. “Casos assim são uma reação contra a visibilidade do LGBT.” Mas se o movimento começou por causa das agressões, como pode as agressões ser reação contra o movimento?

Nos comentários sobre o caso nas redes sociais eu li até absurdos de pessoas dizendo que “Deus criou o ser humano, não delegando sua sexualidade.” Como pode alguém que diz crer em Deus falar uma besteira desta. Tudo na Natureza existe o oposto. Mas hoje em dia já existem movimentos provando que Deus não criou macho e fêmea, e sim criou apenas o ser humano. Mas vão me dizer que macho e fêmea não tem nada a ver com sexualidade. Mas eu acredito que foi o homem que criou Deus. Por isto estas dúvidas de interpretação. Mas...

Sou a favor de uma lei que defenda todos de forma igualitária. Talvez uma Nova Constituição que diga algo assim: “Todos são iguais perante a Lei!” Chega de grupos minoritários poderosos criando leis em detrimento de outros. Senão seria complicado! Em qualquer briga de trânsito bastaria eu me declarar homossexual que o outro estaria em apuros. E neste caso em destaque, basta os rapazes agressores se declararem homossexuais que conseguirão ficar livres da pena. Ou seja, se você agredir alguém, basta dizer que é homossexual que será absolvido pela sociedade e pela justiça. Quando na verdade as pessoas deveriam ser tratadas de forma igual independente de sua sexualidade. Mas este rapaz homossexual vai se tornar um ícone nacional, um exemplo de pessoa e personalidade. Deve se candidatar nas próximas eleições. Enquanto que as crianças agredidas na escola em São Paulo terão que indenizar a diretora por danos morais. E pra elas nem uma notinha pequeninha em rede social. Vão apenas dizer: “Criança foi feita pra apanhar mesmo! A diretora bateu pouco!” 

Mas eu não sou testemunha do caso. Não vi nada. Só li na Internet. Os agressores foram presos em flagrante e se a polícia não chegasse a tempo o agredido poderia ter sido assassinado. Os agressores devem ser punidos independente de orientação sexual. Eu só mostrei a indignação pela repercussão do caso. Semelhantemente quando colocaram um vídeo editado do Silas Malafaia x Jean Wyllys no Facebook. Pessoas ofenderam Silas Malafaia, ofenderam os evangélicos e outras coisas mais. Li até comentário dizendo que os evangélicos não têm o direito de ser representados no Legislativo, pois são todos dementes. Enquanto os gays são cultura e evolução. Ou seja, o movimento “anti homofobia” acaba sendo “anti muita coisa”. Como o direito de ter uma religião qualquer. Mas isto é um assunto pra depois. Queria só deixar claro que não tenho nenhum problema com qualquer tipo de comportamento. Pode ser gay, evangélico, ateu, e o que quer que seja. Só fico indignado com discriminação contra quem não é gay. Acho que é só isto... Este é o Brasil!

Fui! Um abraço!

Crédito da imagem:
REVISTA ÉPOCA


segunda-feira, 19 de novembro de 2012

PROFESSORA ORIENTA PAIS A DAR CINTADAS EM ALUNO




Esta notícia não é de hoje, é de Junho. Mas só há pouco tempo eu tive acesso, então imagino que algumas pessoas também podem não ter lido ainda. Aconteceu de eu encontrar esta notícia, pois vivo procurando temas relacionados na internet, então me deparei com este caso. No caso mencionado, ao que tudo indica a criança teve problemas com aprendizado. Professores e pedagogos da escola devem ter tentado resolver o problema. Nisto indicaram aos pais a procura de psicólogos. Mas pelo que parece não tiveram resultado. Então sobra a dúvida: o problema da criança era dificuldade de aprendizado ou dificuldade de cumprir ordens? Pelo que parece, estão misturando as coisas, e ao mesmo tempo em que tentam resolver o problema da desobediência incluíram o caso do aprendizado. Mas não acredito que violência resolva desobediência e muito menos problemas de aprendizado. Neste ínterim eu encontrei um artigo relacionado. Sigam...
Carta da professora

Um artigo da Folha de São Paulo diz que muitos que receberam o castigo físico durante a infância se tornaram adultos honestos, disciplinados e respeitáveis. E que a regra sempre funcionou. E hoje, com o cuidado excessivo, o planeta está habitado por uma horda de pessoas mimadas. Mas o estudo da Folha se esqueceu de falar sobre pessoas que foram criadas sem o uso da violência. Com certeza estas pessoas são mais equilibradas e com condições de discernir com mais presteza vários temas da vida cotidiana. Quem é violentado sempre guarda traumas.

Mas a reportagem da Folha não encerrou o seu tema assim. Ao menos colocaram disponível pra nós as opiniões de vários especialistas no tema. Mas na verdade os especialistas somos nós, pais e mães, que lidam todos os dias com nossos pimpolhos rebeldes sempre querendo fazer o que não podem. Mas vamos aos fatos...

Uma psicóloga disse que o fato relatado revela o desespero de um professor por não estar preparado com a evolução das crianças. Já outro diz que todos dizem saber bater. E diz que já existiu uma cartilha de como bater nos filhos. Mas isto não condiz com a realidade, pois sempre os pais perdem o controle. Mas nossa sociedade não é um mundo tão bom assim como diz a Folha. Fazemos guerras, matamos, praticamos crimes e outras coisas que nem Deus sabe.

Mas tivemos no último ano 14 mil denúncias de violência doméstica no Brasil. A violência sexual lidera com 35%. Já a física varia conforme a idade, 13% entre 10 e 14 anos, e 28% entre 15 e 19. E ainda existe a violência psicológica, que envolve 8% dos casos. Mas segundo estes especialistas esta violência está relacionada com a cultura. Pais são despreparados, trabalham muito, foram educados assim e não conseguem acompanhar a evolução do mundo moderno. Então o Governo teve que criar uma lei pra amortizar esta situação, criada pelo próprio Governo. Quem não conhece 12 de Outubro do Racionais MC’s? O Estado precisa ter uma postura para se comprometer. Pois estas palmadas são espancamentos, queimaduras, pernas quebradas e etc... Filho não é propriedade! E se protegem animais, por que não filhos? Se existe Lei Maria da Penha e de proteção aos animais, por que não haver uma pra proteger as crianças? Não é palmada, e sim agressão... Outras formas de educação funcionam sem bater. Já o último entrevistado fala de Paulo Freire e se refere ao comportamento do educador. Entender porque uma criança é agressiva ou desobediente. Pois os pais em geral ainda vivem na era medieval, onde não se tratava as coisas com inteligência e discernimento. Mas...

Não posso falar pelos outros... Consigo educar sem bater. Meu filho comenta que o coleguinha apanhou por causa disto ou aquilo, e eu só conversei com ele. Eu explico que é por que ele não precisou, mas se precisar apanhará também. Complicado! Mas vivo na Lei da Palmada. Onde bater é educação. Espero não ter que bater na minha filha, que só tem 1 ano, só por causa de pressão e atitudes de outros pais. É só isto...

Fui! Um abraço!

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terça-feira, 23 de outubro de 2012

BATER EM CRIANÇA PODE... E EM CACHORRO?



 “O que descrever perante a atrocidade vista por todos que tiveram acesso ao conteúdo exibido na mídia? Lamentável, hediondo, grotesco!!! (...) Este lixo desse garoto junto com a mãe dele, que deve valer menos ainda, que nem pra educar ela foi capaz, tem que ser preso!!! (...) Isto é crime! A vida de um animal desses em minha opinião vale mais do que a desse garoto nojento que só toma lugar no mundo” CLIENTES REVOLTADOS DO PET SHOP 4 PATAS

Pois é... Nestes dias eu estive analisando a repercussão do caso do Pet Shop que agredia cachorros enquanto dava banho nos mesmos. Foi uma revolta comovente da população. Todos acharam um absurdo bater em cachorro pra educar. E quanto bater em crianças? Isto pode? O questionamento é por que quando eu falo aqui no blog sobre outras formas de educação que não seja a violência, todos me criticam... Como foi o caso de “A LEI DA PALMADA”. Mas acontece que agora a mídia mostrou como se educa batendo e todos se revoltaram! Será hipocrisia? Ou será que estas pessoas batem em seus filhos pra educar e conversam com seus cachorros?

Para esclarecer a situação, antes que pensem que sou a favor da violência contra os animais, eu sou contra qualquer tipo de violência. E digo que já tive bichos, gatos e cachorros, e tenho filhos. Não educava meus bichos na base da violência e tampouco  os meus filhos. Assim como os meus filhos hoje recebem punição se não me obedecerem, meus bichos também recebiam. Mas nunca violência! E digo que todos eles me obedeciam.  Mas hoje vejo pessoas chocadas com os atos do rapaz do Pet Shop e ao mesmo tempo continuam gritando pros seus bichos em casa: “Vou te encher de porrada se você subir no sofá!” Seria isto hipocrisia? Vejo também comentários que o rapaz agressor do Pet Shop não foi bem educado pela mãe. Ora, onde será que ele aprendeu que se bater nos bichos eles obedecem? Com certeza foi a mãe o educando. Educando na base da violência.

Lembrem-se pessoal: Violência só gera violência! Eu cresci achando que se eu batesse em todo mundo, todo mundo iria me obedecer. Mas não funciona assim. A inteligência é muito mais poderosa que a força. Use a cabeça pra educar seus filhos e bichos. Estamos na era do conhecimento. Não cabe mais em nosso mundo métodos arcaicos de educação. Chega de violência!

Fui! Um abraço!

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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

SERIA POSSÍVEL EDUCAR SEM BATER?



A DURA TAREFA DE EDUCAR NOSSOS FILHOS

Estive publicando nos últimos dias uma série de postagens sobre não bater nos filhos. Eu sou contra bater. Mas 99,99% dos pais (e filhos que apanham) são a favor. Inclusive eu não tenho nenhuma mágoa da minha mãe por ter me dado uns tabefes quando criança. E não conheço ninguém que tenha essa mágoa. Mas como tudo tem exceção existe um grupo sim de revoltados com a violência doméstica. Crianças fogem de casa. E eu no meu caso tenho mágoa do meu pai, que baixava o cacete mesmo por qualquer besteira. E mesmo não batendo nos meus filhos, a mãe deles os educa da maneira que ela aprendeu. Castigos físicos sim, mas sem violência excessiva. E até eu já dei uns tabefes no meu filho e publiquei aqui no Blog. E ele sabe que se me desafiar apanha de novo. Então eu sou um hipócrita. Se eu digo que sou contra bater como eu posso admitir bater no próprio filho?

É que na vida a humildade é uma coisa primordial. Sem humildade é impossível evoluir. E pelos comentários recebidos nas postagens que eu divulguei, colhi ideias e opiniões interessantes sobre o tema. Então estou convencido que é muito complicado educar sem bater na cultura que nos foi imposta. Todos batem e a pregação de liberdade acaba dando liberdade demais para as crianças. Elas têm muita informação. E esta lei da palmada vai acabar cerceando o direito dos pais educarem os filhos. Se o governo não dá nem escola como vai ditar algum método de educação? Nos comentários eu sempre relatei que esta lei é inútil. (Lei da Palmada) Mas falei também da importância do tema ser levantado. Somente através desta lei que pais começaram a pensar nos limites do uso da violência na educação dos filhos. Com certeza quem leu a postagem A LEI DA PALMADA (não perca tempo e leia também clicando no link) vai refletir um pouco mais sobre o assunto. Pois é uma postagem um pouco agressiva. Tipo uma imposição de ideias. Fiz de propósito, pois queria justamente isto que aconteceu: comentários contrários com conteúdos relevantes. Não acredito em nenhuma conspiração, mas acredito que com certeza a ideia da lei foi uma imbecilidade. Assim como a lei seca, a lei das sacolas plásticas, a lei da obrigatoriedade da educação integral e outras besteiras que vemos por aí. Mas foi preciso!

Na minha cabeça isto acontece pela maneira como o mundo está estruturado. Como o mundo está corrompido culturalmente. “Se todas as crianças da rua apanham, por que eu não apanho?” Passa pela cabeça da criança. “Se eu fui criado na palmada por que não posso dar umas chineladas de leve no meu filho?” Pensa os pais. Dentro deste contexto o mais importante é a educação. Independente da forma. Como sempre comento aqui, minha opinião não é absoluta, ela pode mudar. Não estou dizendo que mudei de opinião, mas entendi por que as pessoas não aceitam um tipo de educação que pode não dar certo. Sentem medo! Por isto preferem continuar dando umas chineladas nas crianças. E a minha atitude de admitir pro meu filho que não bato nele, mas se ele der mole leva uns tabefes, vem também do meu medo. Mesmo sendo contra eu admito bater. Como falei a cultura sempre foi bater. Assim como ninguém admite a inexistência de deuses. Culturalmente sempre se acreditou em deuses. O mesmo acontece na educação. Está inclusive na bíblia.

Por isto meu amigo, sou a favor de você continuar com o seu método de educação. Mas aconselho você a ler um pouco outras formas de educação. Pois pais perdem o controle e acabam violentando os filhos de forma exagerada por não conhecer métodos alternativos. Não sou especialista no assunto, mas ao menos tenho opinião. E continuo sendo contra bater em crianças! Leia os comentários da postagem A LEI DA PALMADA e entenda um pouco o que estou dizendo.

Fui! Um abraço!

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terça-feira, 11 de setembro de 2012

ESTUDO REVELA QUE BATER NOS FILHOS NÃO RESOLVE



É lógico que eu não tenho capacidade pra falar do assunto. Não sou professor, não sou psicólogo, não sou escritor, não sou sociólogo. Mas como a Internet é 2.0, acho me no direito de falar. Bater em filhos não educa! E não sou eu que estou dizendo, é a ciência. Mesmo dizendo algumas besteiras, ela é a base pra tudo o que fazemos. Se não testarmos as coisas que usamos, como saberemos que funcionam? E assim acontece com a educação dos filhos. Temos que usar o método que causa o melhor resultado. E bater não gera resultado algum. Só traumas.

Vou falar aqui de uma pesquisa ampla, divulgada pela Folha de São Paulo, mas antes vou contar minha pesquisa. Eu fui criado na porrada. Apanhava por qualquer coisa. E levava pancada mesmo. Cabeça na parede, cabeça contra cabeça, cintada, varada, paulada, socos e outras coisas mais. Com isto aprendi que bater era educar. Mas quando tive filhos comecei a achar estranho este comportamento. Então comecei a pensar numa forma alternativa de educação. Aí fiz um teste. Parei de bater no meu filho e comecei a impor limites e conversar. Castigo, sem televisão, sem passeio, sem McDonald’s... Percebi que o resultado foi melhor que quando batia. Então conclui: Bater não educa.

Mas na verdade existe um pouco de hipocrisia de minha parte. Pois já bati em meu filho. Inclusive meu filho teve que tomar uma chineladas “corretivas” depois que eu entrei pra campanha do “Não Bata Eduque”. Mas confesso que na situação em que isto ocorreu, eu realmente perdi o controle da situação. Então perdido eu usei uma forma arcaica de educação. Mas prefiro a educação evoluída. Dá muito mais trabalho, mas o resultado é bem melhor. Podem dizer que está dando algum resultado devido eu já ter batido nele. Pois segundo alguns pensam, quanto mais a criança apanha, mais educada ela ficará quando crescer. Deve ter receita. Deve ter um limite de agressões que você nem precisará mais matricular seu filho na escola. Ficará educado apanhando.

Mas métodos alternativos são amplamente combatidos pelas pessoas em geral. Como por exemplo, se o seu filho está vendo televisão, te desobedece e você bate nele, ele volta a ver televisão e esquece que apanhou. Criança tem memória curta. Mas se você o coloca de castigo e o proíbe de ver televisão, ele vai lembrar disto por um bom tempo. Qual é mais lucrativo? Se duvida, faça o teste hoje mesmo com o seu filho. Pegue uma coisa que ele gosta muito e tira dele. Só devolva quando ele se comportar. Duvido que ele não vai te obedecer. Mas só isto não adianta. É preciso conversar e dar exemplos. Mas se você bate em toda a vizinhança, briga no trânsito, tem uma atitude agressiva em tudo, automaticamente o seu filho vai estar ligado a esta violência. Então você vai ser obrigado a bater nele também. O problema vai ser quando você brigar com o Anderson Silva...

Mas também é preciso ler muito sobre o assunto. Ouvir opinião de especialistas. Se você sempre educou o seu filho na pancada e de uma hora pra outra para de bater nele, você vai começar a se perder. Se você ler revistas e livros de como criar os seus filhos felizes, aprenderá várias formas de educar sem bater. Vai aprender a ter o controle da situação. Mas sei que é muito difícil. Temos que analisar o tipo de comportamento da criança. Analisar o meio em que ela vive. Pra então montar uma estrutura satisfatória de educação. Mas vamos a tal pesquisa.

Clique aquipra ler a reportagem da Folha.

Alguns dados da pesquisa assustam. As crianças que mais apanham são aquelas entre 2 e 5 anos. Acho um absurdo bater numa criança de 2 anos. Mas a maioria concorda que deve bater sim. Tem gente que bate em bebês de menos de 1 ano. E acham normal. Se você analisar o porquê deste dado assustador vai perceber que isto acontece porque elas (crianças de 2 a 5 anos) têm mais dificuldade de entendimento. Conforme vão crescendo, passam a entender melhor as coisas. Na adolescência as crianças apanham menos, pois já tem a cabeça mais evoluída. Mas uma coisa interessante que chama a atenção é que nesta época na vida das crianças é quando elas são mais rebeldes. Xingam os pais. Chegam em casa na hora que quer. Transam com quem quer. Curte seus bailes pelas noites. E arrumam filhos para os pais criarem. E aí, por que os pais não batem nos filhos pra eles não transarem? Há hipocrisia nisto aí.

Pessoas pensam que eu sou a favor desta Lei. Eu sou contra. Na verdade eu sou contra a maioria das Leis. Mas também sou contra bater em crianças. Se todos se respeitassem poderíamos viver num mundo quase anárquico. Mas todos os grupos minoritários querem leis pra si. Mas o curioso é que o grupo que não pode reivindicar nada é justamente o que tem o menor apoio a sua Lei. As crianças. O que mostra que toda lei criada é para beneficiar apenas um pequeno grupo.

Mas na pesquisa sobre a violência infantil no Brasil, o método preferido de castigo físico adotado pelos pais é a chinelada. Menos mal. E os métodos mais agressivos, como paulada, são os menos adotados. A minoria apanha todo dia. Mas quando somamos os percentuais, passam de 200%, o que significa que os pais têm um cardápio variado de agressões.

Outro dado interessante é que 32 países do mundo adotam lei que proíbe agressão contra crianças. E deste total, 21 ficam na Europa, continente de países desenvolvidos. Será que o Brasil regrediu ou evoluiu ao pensar em proteger as crianças?

Dê sua opinião! Fale um pouco sobre a reportagem da Folha. Deixo abaixo alguns links sobre violência infantil.

Fui! Um abraço!

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quarta-feira, 16 de maio de 2012

EDUCAÇÃO DOS FILHOS


           A maior alegria dos pais é ter filhos. A felicidade é extrema em “quase” todos os momentos. Mas isto é muito complicado, pois na cultura real, na verdade, o que todos fazem é espancar os filhos quase todos os dias. E isto é muito estranho! Na minha cabeça nascimento e casamento são coisas difíceis. Duvido que alguém discorde que viver a dois não é fácil. Vivemos juntos por gostarmos muito um do outro, mas não rola violência (estou falando de casais normais). Viver neste mundo é difícil, duvido que alguém não sonha sair daqui um dia. Ninguém quer morrer, mas todo mundo acredita, cada um da sua forma, que vai haver um mundo melhor um dia qualquer no futuro. Sonham em reencarnar, sonham na Terra ser transformada, sonham em Jesus voltar e etc. Mas ninguém quer viver aqui pra sempre. Mas, e nossos filhos?

          Queria entender como funciona a relação pais e filhos. Será que pra viver bem com nossos filhos temos que espancá-los? Será que criança é “mulher de malandro”, como diz a gíria popular? Eu discordo piamente de espancar crianças. Na verdade eu discordo de qualquer tipo de violência. Ninguém tem o direito de violentar ninguém. Mas e se o seu filho não te obedece de maneira nenhuma? Eu acredito que isto acontece quando os pais são incompetentes e incapazes de educar seus filhos sem violência. Se meu filho me obedece por que os filhos dos outros não lhes obedecem? Mas e se o seu filho te obedecer e não obedecer aos outros, o que fazer? Eu sei que com certeza nestes casos a pessoa que ele não está obedecendo não está lhe dando o respeito.

          Mas e quanto aos agrados? Você vai dar uma surra no seu filho e depois lhe dar uma caixa de bombom? Vai colocar seu filho de castigo e levá-lo ao parque de diversões depois? Muito estranho esta situação. Na minha cabeça bater não resolve nada. Só causa revolta nas crianças. Crescem pessoas desestruturadas e desequilibradas.

         Aí vão me dizer:

“Antigamente a educação era na base da porrada e foi a melhor educação!”

         Discordo! O que acontece é que hoje as crianças têm informação e não aceitam mais serem espancadas, então os pais que não sabem educar perdem o controle. A inteligência é mais poderosa que a força. A informação é uma arma poderosa.

          Frases do tipo:

“Ele está assim porque apanhou pouco!”

          São um dos maiores absurdos que alguém poderia dizer. Imagine se você avançasse o sinal e levasse uma surra? Imagine esquecer-se de pagar uma conta e levar outra surra? Você não acharia correto! Então pra mim existem outras formas de educação. O difícil é encontrar esta forma.

          Fiz um pacto com meu filho ultimamente, de que se ele ficar 30 dias sem me causar nenhuma “queixa” dele, eu daria um brinquedo especial pra ele. Este brinquedo ele quer há muito tempo. Eu compraria este presente pra ele de qualquer maneira. Então pra mim seria mais fácil comprar o brinquedo pra ele agora e falar pra ele que se não passasse 30 dias sem me causar “queixas” eu daria uma surra nele que nunca mais iria esquecer. Mas acontece que bater não é educar. E ele nem se lembraria mais da surra quando estivesse curtindo o novo brinquedo. A única coisa que ficaria nele seria o trauma e a revolta de ter sido espancado pelo pai. Por isto que digo que a violência não leva a nada. Meu filho que estava me causando alguns problemas por causa de descontrole meu na sua educação, agora está 26 dias sem queixas graves. É lógico que ele vai fazer coisas erradas, pois é uma criança. Você é um marmanjo e faz! Mas a diferença é como se faz estas coisas. Meu filho hoje está sob controle. Não apanhou e nem ganhou o brinquedo ainda, mas entende que se não obedecer perde muita coisa.

 Fui!!! Um abraço!!!

Crédito da imagem: 
CENTRINHO USP



domingo, 18 de dezembro de 2011

A LEI DA PALMADA



“Ninguém será sujeito a interferências na sua vida privada, na sua família, no seu lar ou na sua correspondência, nem a ataques à sua honra e reputação. Toda pessoa tem direito à proteção da lei contra tais interferências ou ataques.” CONSTITUIÇÃO Art. XII

Pois é... A Lei da Palmada foi aprovada. Mas os comentários sobre o assunto estão me assustando. Pessoas acham um absurdo uma lei regular os procedimentos dentro de um lar. Se for levar pra este lado pode-se matar dentro de casa que não tem problema. NÃO! Deve ser regulado sim!!! Todo o tipo de violência deve ser coibido. Senão poderíamos espancar nossas esposas sem punição. Se um vizinho vier nos visitar, espancaremos o, sem nenhuma lei para regular, afinal ele está no nosso lar. A desculpa sobre uma suposta inconstitucionalidade, acredito que não procede. Deveria ser interpretado de outra forma. Mas se for inconstitucional, eu sugiro que mude a constituição para proteger nossas crianças dos espancamentos absurdos de pais que não sabem como educar e acham que na porrada resolvem tudo. Mas duvido se fosse vizinho do Minotauro do MMA tentaria resolver uma discussão de vizinho na pancada. Estes caras que espancam filhos e esposa são uns merdas. Duvido que bateriam em alguém do tamanho deles. Só batem em mulher e criança. Bater não educa ninguém. Se fosse assim, hoje não teríamos nenhum bandido por aí, pois eu fui criado na porrada. E toda a geração de vagabundo vivendo hoje em dia com certeza também foi espancada. E nem por isto deixaram de ser vagabundos. Educação é muito diferente de violência. Nada justifica a violência...

E nestes últimos dias rolou um vídeo na internet de uma “louca” matando seu cachorro na porrada, só pra educar. Igual a este acontece vários outros casos de pais fazendo o mesmo com os filhos para educá-los também. Não repercute pois só o que causa repercussão hoje em dia é a violência contra homossexuais, ou homoafetivos, como eles preferem.

Quem usa a violência é porque perdeu a razão. Não tem mais o que falar então baixa a porrada.

Eu também não tenho mais o que falar... Então vou encerrar a postagem... Não vou bater em ninguém...

Créditos da imagem: ERIUS BLOG.

Fui!!! Um abraço!!!



sábado, 18 de junho de 2011

BATI NO MEU FILHO

Pois é... Ultimamente eu tenho estado um pouco descontrolado. Percebo que minha vida não está tendo o rumo que eu realmente queria que ela tendesse. Mas... BATI NO MEU FILHO!

Olha que absurdo! Olha que hipocrisia! Como pode alguém que prega com “palavras bonitas” que não devemos bater nos nossos filhos, bater no próprio filho? Pois é, foi um descontrole. Mas não se pode ter um descontrole se tratando destas situações. Você não vai dar um tiro no vizinho porque está descontrolado. Então não faz sentido bater no filho só por estar descontrolado.

Meu filho sofre a influência da “mídia” que prega todo o dia que bater é normal. Por isto maridos batem nas esposas e pais batem nos filhos. Da mesma forma jovens se batem nos bailes e festas. E homens se matam por aí. Isto não pode ser tolerado. Não se deve bater em ninguém. Quem parte pra violência é por que perdeu a razão. E eu perdi a minha naquele momento. Quando não se tem mais como dialogar, então parte pra violência.

Mas não foi de forma inconsciente que eu o puni com castigo físico. Aconteceu uma situação de desrespeito que eu bateria nele se ele tivesse 30 anos. Situação de desafio e desrespeito graves não pode ser tolerada. Não bati nele como forma de educação. Batendo não se educa ninguém. Só o puni fisicamente, pois foi uma situação que puniria qualquer um. Não tenho que contar detalhe (mas deveria), pois foi uma forma de educação minha (mas não foi educação). Foi uma forma de corrigir um erro provocado por mim mesmo. Se eu estivesse controlado e bem, isto não teria acontecido. Estou arrependido e preocupado. E se eu gostar da idéia? É muito mais fácil educar na “porrada” do que na conversa. A criança obedece por medo. Não é isto eu quero pro meu filho. Eu quero que meu filho tenha conteúdo. Coisa tal que eu nunca tive. Mas...

Mas acontece também que eu não sou totalmente contra bater em crianças. Eu acredito que em certas situações uma certa chinelada não faz mal. O que eu sou completamente contra é espancar crianças. Aqueles lances de resolver tudo na “porrada”...

Mas espero que isto não mais aconteça. Espero que eu consiga ter razão pra educar meu filho. Espero continuar na luta contra a violência às crianças.

Fui! Um abraço!

domingo, 9 de janeiro de 2011

A CAIXA D'ÁGUA

Eu tive a oportunidade de conversar nestes últimos dias com “batedores” em crianças... E imagine que aprendi várias coisas, como por exemplo:

1 - Se você não bater no seu filho, ele baterá em você depois;
2 – Se você não bater no seu filho, outras pessoas baterão;
3 – Bater no seu filho é a única solução para ele não se tornar um marginal;
4 – Não existe educação sem violência, a única forma de educar alguém é batendo neste alguém...

Estes fatos me deixaram confuso. Se quiser um bom relacionamento com meu vizinho, devo bater nele. Se eu quiser um bom relacionamento com a minha esposa, devo bater nela. Isto é muito estranho! Inclusive nestes papos que tive com os “batedores”, eles me informaram que adoravam quando apanhavam quando eram crianças e hoje estão muito felizes por terem sidos espancados quando crianças. Uns dizem até que ficam tristes por não poder voltar no tempo pra apanhar novamente. Um me disse que tomava tapa na cara todos os dias quando criança, e hoje vive muito feliz pelas tapas que levou.

Eu devo ter algum problema psicológico gravíssimo, pois eu não gostava nem um pouco quando apanhava na infância. Eu acredito que violência não educa ninguém. O que educa é bom relacionamento baseado em conversas e instruções sobre os valores da vida. Todo erro deve ser punido severamente. Mas este severamente não se traduz em violência. Você deve criar no seu filho respeito a você. E não medo.

Pra terminar vou fazer uma pergunta após contar um conto:

“Certa mãe me contou que seu filho de 12 anos a xingou. Então ela pegou um pedaço de pau e espancou o filho.”

A pergunta: Se sua caixa d’água começar a vazar e você só perceber este vazamento quando a água estiver já inundando o quintal. O que você faz? Você seca o quintal ou conserta o furo na caixa d’água?

Então meu amigo, o “rastro” deixado pela água da caixa até o quintal é a linha do tempo. O tempo de criação do seu filho. Não adianta espancar criança com 12 anos, pois você vai estar secando o quintal. Você deve educar seu filho desde criança. Deve ensinar valores pra ele desde criança.

É só isto!

Abraços!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

NÃO BATA EDUQUE pt 2



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Meu filho estava no banco comigo e mais um colega. Vocês sabem que pra uma criança de 4 anos ficar parada numa fila de banco por 15 minutos é algo extremamente difícil. Mas eu tive que ficar mais de duas horas dentro da agência. Em conseqüência o seu comportamento começou a ficar insuportável. Meu filho é hiperativo e tem dias que ele acorda muito agitado. Eu falei que ele é HIPERATIVO e não que tem TDAH, que seria um caso de tratamento.

Esta hiperatividade dele já foi considerada patológica por um médico, que o encaminhou a um neurologista pra tratar do caso. É lógico que eu não levei meu filho a nenhum neurologista. Não que eu ache que não se deva consultar neurologistas, mas por que acredito que o comportamento do meu filho está dentro da normalidade. Não vou dar nenhuma droga pro meu filho só por que ele é agitado. Basta ter um pouco de paciência e diálogo.

Mas voltando ao banco, chegou uma hora que eu não sabia mais o que fazer. Já tinha conversado com ele, mas ele não conseguia ficar mais que cinco minutos sentado numa cadeira na área de espera. Então nesta hora que uma boa chinelada resolve, não é mesmo? Claro que não! Nesta hora você tem que provar pra você mesmo que você tem 40 anos e seu filho 4. Se você espancar o seu filho de quatro anos só porque ele não suporta ficar duas horas num ambiente sem brincar, coisa natural de uma criança de 4 anos fazer, você mostra que não tem nenhum equilíbrio pra viver em comunidade. Se você bate no seu filho por que ele não te obedece, deveria bater no vizinho também, já que com certeza ele não vai te obedecer. Se você conseguir conquistar o respeito de seu vizinho, com certeza ele vai te respeitar. E se você conquistar o respeito de seu filho, com certeza ele vai te respeitar também. Mas o que fazer com uma criança hiperativa que não consegue ficar sentada numa sala de espera de um banco por mais de 5 minutos?

Pois bem... Esta é a hora de mostrar inteligência. É hora de tentar descobrir por que seu filho não consegue ficar mais de cinco minutos sentado. O que é que você faria se estivesse na situação dele. E ver a situação por outro ângulo. Pensando nestas coisas você com certeza achará a solução. Foi o que eu fiz. Chamei meu filho. Conversei seriamente com ele e disponibilizei um mini game improvisado (o meu celular) pra ele distrair as idéias. A partir daí foi mil maravilhas. Ele se divertia e ria enquanto jogava no celular e eu consegui ler algumas páginas de meu livro enquanto esperava o atendimento. Nisto que devemos pensar. A violência nunca resolve. A violência só causa violência. A violência é a arma de quem não tem como combater com idéias.

Era isto que eu queria compartilhar com vocês. Mas, por questão de justiça, queria deixar aqui as considerações sobre uma postagem que eu fiz aqui anteriormente, o NÃO BATA EDUQUE, mostrando uma cena de novela divulgando o castigo físico na educação familiar como “normal”... A mesma Rede Globo que eu critiquei na época divulgou nas semanas passadas e retrasadas cenas em Malhação ID mostrando os colegas de escola do personagem Beto fazendo protesto com o pai dele para parar de bater no filho, além de mostrar cenas do diretor da escola conversando com o referido pai pra ver se consegue convencê-lo de que não vale a pena a violência... Clique no vídeo acima pra ver cenas do protesto...

É isto!!!

Fui!!! Um abraço!!!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

NÃO BATA. EDUQUE!


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Concomitantemente a idéia de abolir as agressões físicas dos pais sobre os filhos, eu me deparei há alguns dias com uma cena interessante na novela das oito da Rede Globo... O autor da novela tentou passar idéia de que é comum pais agredirem filho como forma de educação... Mas a questão que não calar: bater nas crianças resolve? Pois eu sempre fui educado na base da “pancada”, até a vida me ensina assim, sempre na “porrada”... Mas será que os nossos filhos também tenham que passar por isto? É o que eu luto pra saber... Não bato no meu filho. Já bati algumas vezes, sempre com a dica de uma psicóloca adventista que dizia que “a mão que acaricia não pode ferir”, e também sempre tentar todas as alternativas antes de uma chinelada e nunca “corrigir” seu filho de cabeça quente... Mas quais as dicas pra isto acontecer com eficiência?

SE BATER NÃO RESOLVE, O QUE RESOLVE?

Pois bem... Lendo algumas coisas sobre o assunto eu cheguei à conclusão de que a melhor alternativa é realmente “não bater”... Pois se você começar a usar a idéia que consegue resolver tudo na sua vida na base na pancada, vai bater no vizinho, na esposa, no patrão, ou seja, vai bater em todos que não correspondem com suas expectativas... E na verdade também, os que batem nos filhos são os que não têm capacidade de fazer as crianças obedecerem por sua autoridade... Duvido se a natureza fosse invertida, (como imaginou Charles Chaplin, com as crianças nascendo com 2 metros de altura pra depois se tornarem pequenas com 50 centímetros) se alguém bateria nos seus filhos enormes... Acredito que estas pessoas não têm autoridade... Mas pense comigo, o que é mais fácil, conversar com uma criança sobre algum assunto falando as mesmas coisas 5, 6 vezes ou dar umas boas chineladas logo de cara e resolver a situação? É lógico que a segunda alternativa é bem mais fácil. Mas será que por ser a mais fácil é a mais eficiente? Estudiosos dos dias de hoje acreditam que não... Mas você questionará, eu sempre apanhei quando criança e hoje sou educado e feliz, por que então? Ora! O mundo de hoje é outro... Vivemos a era da informação... A era dos direitos de todos... Direito dos idosos, direito dos homossexuais, direito da mulher, e inclusive os direitos da criança, que inclui o direito de não sofrer agressões físicas... Se você lembrar há pouco tempo atrás bater em travestis no meio da rua era normal, o que hoje é considerado absurdo... Maridos agrediam as esposas e diziam que "briga de marido e mulher ninguém mete a colher", já hoje existe leis para prender estes maridos... Leis semelhantes podem prender pais que agridem filhos...

ENTÃO O QUE FAZER?

Eu sou pai e confesso que sou um péssimo educador... Não sei se tenho a tal autoridade que eu comentei nas linhas acima... Mas acredito que não sou autoritário e não bato no meu filho... Não ficaria feliz se na escola os professores batessem nele, então por que eu bateria? Eu uso muito a técnica do diálogo e o da conseqüência natural das coisas, como usado no exemplo de um Material Educativo muito bom por sinal, publicado no site “Não Bata Eduque”... Ou seja, se ele bater um brinquedo na parede o mesmo se quebrará e ele ficará sem brinquedo... Ou a técnica do pensamento, mais conhecido como castigo... Na minha casa tem um cantinho onde todas as vezes que o meu filho desobedece, ele fica lá pensando... Mas vale salientar que você não vai deixar seu filho de castigo só por que você está sem paciência de conversar com ele... Tudo se resolve no diálogo e eu consigo muita coisa com meu filho conversando... Acredito que a educação dele melhorou muito com as novas técnicas... Li bastante coisa sobre o assunto e aprendi algumas técnicas, mas preciso ler muito mais e aprender muito mais, até mesmo com o meu filho, pra conseguir ajudá-lo a ter uma educação razoável sem ter que agredi-lo... Dou como dica o site NÃO BATA EDUQUE, patrocinado pela Xuxa, onde tem muito material importante pra ler... Mas se você discorda da forma de educação sem uso da violência, saiba que no ano de 2003 foi apresentado um Projeto de Lei (Projeto de Lei número 2654/2003) para modificar o Código Civil e o Estatuto da Criança e do Adolescente a fim de proibir toda forma de castigos físicos e humilhantes. Então o melhor é pensar melhor e tentar ajudar uns aos outros nesta nova missão do mundo moderno...

MAS VOCÊ AINDA BATE EM SEUS FILHOS?CUIDADO COM O MUNDO DA INFORMAÇÃO!É MELHOR EDUCAR.

Fui!!! Um abraço!!!